Joel Silveira, o jornalista
Na última quarta-feira, dia 15, a imprensa do Brasil ficou órfã de um de seus maiores representantes, o repórter que revolucionou o jornalismo brasileiro, Joel Silveira, precursor do jornalismo literário e autor de uma formidável cobertura da participação brasileira na Segunda Grande Guerra. Para entender a importância deste jornalista, basta ler os diversos links que indico abaixo e conhecer os seus livros.
A imagem ao lado (clique nela para ampliá-la) fiz a partir da foto de Camila Maia, publicada no site do jornal O Globo.
Clique aqui para ler depoimentos de oito jornalistas publicados no site da ABI.
Veja como diversos veículos noticiaram o passamento deste brilhante jornalista e repare que o Estadão publicou a notícia em Arte & Lazer, da editoria Variedades, que é uma seção, no mínimo, estranha para dar essa notícia:
ABI Online (Associação Brasileira de Imprensa)
Folha Online (Folha de S.Paulo)
Portal G1 (Portal de notícias da Globo)
O Globo Online (O Globo)
Último Segundo (IG)
Estadão.com.br (O Estado de S.Paulo)
Blog do Geneton Moraes Neto ou
texto publicado no Fantástico
Para saber mais, leia:
Verbete na Wikipédia.
A Testemunha Ocular da História, por Leão Serra
Histórias que dão Prazer, por Gonçalo Júnior (Texto publicado originalmente na Gazeta Mercantil)
Texto no blog Breves Notas
Leia também o texto que o jornalista Helio Fernandes publicou em sua coluna de ontem, na Tribuna da Imprensa, que transcrevo neste link.
Joel Silveira fala:
Fama & Anonimato, por Darlan Alvarenga, publicada no IG.
Punhal de Víbora, por Francisco Alves Filho, publicada na Isto É
O Estado Novo e o Getulismo, por Gilberto Negreiros, publicada na Folha de S.Paulo, Almanaque
Depoimento a Geneton Moraes Neto
Quem Disse que Víbora Não Fala?, por Geneton
Livros de Joel Silveira:
O Inverno da Guerra
A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista
A Feijoada que Derrubou o Governo
Diário do Último Dinossauro
Livros de Joel Silveira no Submarino, na Siciliano e no Comprar Livros
Texto de Joel Silveira:
Rio (em Releituras)
Em maio deste ano, Silveira foi homenageado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) no 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.
Add comment 17 Agosto, 2007
Helio Fernandes escreve sobre Joel Silveira
O texto abaixo foi publicado ontem, na coluna do Helio Fernandes, em seu jornal Tribuna da Imprensa. Leia o texto de um jornalista lendário sobre outro:

Morre o escritor e jornalista Joel Silveira
O maior repórter do Brasil
Logo pela manhã recebo a notícia que me comove e me entristece. Passo em revista os mais de 60 anos de amizade, de convivência, de admiração por Joel Silveira, o homem que durante quase 70 anos foi considerado o maior repórter brasileiro. Se no Brasil houvesse um Prêmio Pulitzer (destinado apenas a repórteres-escritores), quase todo ano ou a cada livro, teria que ser entregue ao Joel.
Chegando ao Rio vindo de Sergipe (espero que deputados e senadores desse estado de tantas tradições culturais façam homenagem, não apenas singelas mas veementes), Joel logo se destacou e agitou o jornalismo, com a formidável reportagem, intitulada “Os grã-finos de São Paulo”.
Tinha 20 anos, morre com 88, foram 68 anos de liderança, de prestígio, de trabalho duro mas apaixonado. Além de repórter maior, foi diretor de jornais diários e semanários de combate, que transformava em alavancas e pontos de apoio para arrombar as portas do Poder desprezível, das injustiças contra a coletividade, para denunciar as ditaduras.
Sua capacidade de trabalho era impressionante. Tem uma dezena de livros, do repórter e do escritor, os dois conviviam na maior intimidade. Sobre a FEB, da qual participou na Itália, o melhor livro e o mais elucidativo é o dele. (Excluído naturalmente os dois publicados pelo coronel, depois general, Floriano de Lima Brayner, chefe do Estado Maior do marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da FEB. Libelo tremendo contra o então tenente-coronel Castelo Branco, a quem Lima Brayner denuncia e responsabiliza, com provas, pelo fracasso de Monte Castelo e não apenas esse).
Joel não parou de trabalhar um dia que fosse. Depois que deixou o jornalismo da rua, de participação direta nos fatos, contando-os e influenciando-os, Joel se dedicou à função de tradutor, o que fazia com maior ou menor facilidade em várias línguas. Precisava viver, embevecido e entusiasmado pela obsessão de servir à coletividade, esqueceu de cuidar da própria vida. Iracema, devotada e a vida inteira encantada por ele, foi a inspiradora, agora desolada e sozinha.
Trabalhamos juntos muitas vezes, nossas rebeldias se juntavam de forma indissolúvel. Dirigiu o “Semanário”, com grandes figuras do jornalismo, como Ruben Braga, Osvaldo Costa e outros, que surgiriam dali para a glorificação.
Foi sempre, pessoalmente, um extraordinário gozador. O grande ex-prefeito do Distrito Federal (um dos maiores) Henrique Dodsworth, depois que voltou de embaixador em Portugal, foi nomeado presidente do Banco do Distrito Federal. No patrimônio desse banco, um jornal, “A Vanguarda”, de tradição na imprensa carioca.
Dodsworth convidou Joel para dirigir essa “Vanguarda”, mas avisou logo: “Desculpe, mas não há dinheiro”. Assim mesmo Joel fez um jornal belíssimo, as manchetes feitas por ele, primorosas, a Primeira, marcante. Um dia, visitando a redação, um famoso escritor comentou: “O jornal está ótimo, Joel, mas não tem notícia”. E Joel, em cima do fato: “Não tem a menor importância, quem quer notícia compra O Globo“.
PS - A partir de hoje, a Academia fica durante uma semana com a bandeira a meio-pau. Não é homenagem nem saudade.
PS 2 – É o luto e a vergonha da própria Academia, que em duas oportunidades não elegeu
Joel.
Joel Silveira O maior jornalista da sua geração, poderia ter sido enterrado de fardão. Não acrescentaria muito, mas a Academia não ficaria tão atingida.
Add comment 17 Agosto, 2007
Campanha do Mackenzie é premiada em Cannes

A campanha desenvolvida pela Publicis Brasil para a Universidade Mackenzie recebeu o Leão de Ouro no Festival de Publicidade de Cannes 2007 (Cannes Lions 2007) na categoria Imprensa (Press – Commercial Public Services) com as peças Winston Churchill, Benjamin Franklin e Leonardo da Vinci.
Com isso o Mackenzie se torna a primeira universidade brasileira a ter uma campanha premiada naquele festival internacional.
Veja as peças visitando o Clube de Criação de São Paulo ou clicando nos links a seguir: Leonardo – Benjamin Franklin – Winston Churchill
Veja a relação dos ganhadores nesta categoria, clicando aqui.
Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a campanha ‘Círculos’ incentiva a pós-graduação, mostrando que o conhecimento adicional é o que diferencia as pessoas. O conceito é representado pela intersecção dos “círculos de conhecimento” de cada figura histórica. Leonardo da Vinci, por exemplo, está na intersecção dos círculos dos pintores, engenheiros e inventores. Winston Churchill se destaca entre políticos, historiadores e jornalistas. Por sua vez, Benjamin Franklin acumula os conhecimentos de cientistas, jornalistas e diplomatas.
Ficha Técnica
Título: WINSTON CHURCHILL/ BENJAMIN FRANKLIN / LEONARDO DA VINCI
Anunciante: MACKENZIE
Produto: Universidade
Agência: PUBLICIS BRASIL
Direção de Criação: Guilherme Jahara/ Rodolfo Sampaio
Redação: Marcelo Sato
Direção de Arte: André Gola / Guilherme Jahara
Atendimento: Rogerio Lima
Aprovação: Monica Borja/Luciana Sabbadini/Vladimir Cruz
Add comment 20 Junho, 2007
Carta a uma paixão definitiva
Caros leitores, atenção para um importante aviso:
Nesta terça-feira, dia 19 de junho às 19 horas, o considerado jornalista Moacir Japiassu, autor da coluna semanal Jornal da ImprenÇa, publicada no site Comunique-se, estará autografando seu novo livro de crônicas – Carta de uma Paixão Definitiva – na recém-(re)inaugurada Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Não perca esta noite de autógrafos. Afinal, não é sempre que Japiassu sai de sua toca no Engenho Maravalha…
Não deixe de ler também a ótima entrevista que Japiassu deu à Solange Noronha, do site da Associação Brasileira de Imprensa (o ABI Online), clicando aqui. Esta entrevista foi reeditada e publicada no Jornal da ABI nº311, que tive o prazer de diagramar. Na capa, um dos destaques é a declaração do jornalista e escritor: “Há estudantes de Jornalismo que nunca abriram um livro!“. Para baixar este número em arquivo pdf, clique aqui.
Depois de receber o Jornal da ABI com sua entrevista, Moacir enviou-me uma simpática mensagem eletrônica que reproduzo abaixo:
“Consideradíssimo amigo, somente agora recebo o excelente Jornal da ABI, porque havia sumido o mensageiro para dar um pulo na agência dos Correios. A matéria ficou uma beleza, Ucha, uma beleza que não mereço.
Receba minha gratidão, extensiva, é claro, ao nosso chefe Maurício Azedo. E mais aquele abraço do Japi.”
Quer saber mais sobre o livro Carta a uma Paixão Definitiva? Leia o texto que a assessoria de imprensa da editora Nova Alexandria me enviou:Crônicas do escritor Moacir Japiassu, publicadas nos anos 80, viram livro envolvente e sedutor.
Embora comprometido com a realidade imediata, o jornalismo também pode refletir uma prática literária. E a crônica é o melhor exemplo disso, sobretudo quando capta o universal do momento e torna perene o aparentemente circunstancial. É o caso das crônicas reunidas em Carta a uma paixão definitiva, que o escritor Moacir Japiassu escreveu nos anos 80 e a Nova Alexandria acaba de publicar.
Nada escapa ao olhar de Japiassu, cujo texto saboroso é conhecido. Tendo o amor como tema central, estas crônicas, porém, refletem os diversos aspectos da vida contraditória daqueles anos de redemocratização, mas num sentido universal próprio dos alcançados pelos grandes cronistas.
Dividido em cinco campos temáticos , o livro Carta a uma paixão definitiva é obra para ser lida com o frescor de textos contemporâneos, mas que também nos conduz a uma divertida viagem por momentos importantes de nossa recente história.
O livro será lançado na nova sede da Livraria Cultura, recém-inaugurada no Conjunto Nacional, às 19 horas do dia 19 de junho.
Sobre o autor
Sertanejo de João Pessoa, como ele gosta de dizer, Moacir Japiassu nasceu em 4 de julho de 1942, filho de dona de casa e funcionário público, este transferido para Belo Horizonte em 1957. Japiassu iniciou a carreira jornalística no Correio de Minas, em 1962, antes de completar 20 anos, porém a literatura, paixão da juventude, só emergiu na maturidade, quando escreveu Unidos pelo Vexame (novela juvenil), O sapo que engolia ilusões (contos) e os romances A Santa do Cabaré, Concerto para Paixão e Desatino e Quando Alegre Partiste . Bem-humorado crítico do jornalismo, reuniu parte de seu trabalho em Jornal da ImprenÇa – A notícia levada açério, e, em Danado de bom!, o melhor da cozinha nordestina, revelou seu talento de chef de cuisine , talento nascido da penúria dos primeiros tempos.
É casado há 39 anos com a também jornalista Marcia Lobo, a “paixão definitiva”, e tem um filho, Daniel, que seguiu a profissão dos pais.
Add comment 17 Junho, 2007
Você já votou no Cristo Redentor?
Faltam 20 dias para que as votações que elegerão as Sete Novas Maravilhas do Mundo sejam encerradas e, se você ainda não votou no Cristo Redentor, faça isso já, independente da discussão sobre se o Rio de Janeiro merece receber essa honraria. Dê o seu voto primeiro e discuta depois. ;>)
Para saber mais sobre a história da construção do Cristo Redentor, uma maravilha da engenharia, do design e da escultura, você pode visitar esta página no site de fotos Flickr, e esta outra. Nelas você vai ver fotos históricas interessantíssimas e descobrir algumas curiosidades sobre essa história épica. Navegue também pelo hot site criado pela campanha Vote Cristo. Leia também esta matéria distribuída pela BBC Brasil e publicada no site Folha Online, de quando o Cristo Redentor foi escolhido como um dos 21 finalistas para ser uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. No último dia 6, o site do jornal O Globo publicou uma ótima matéria informando aos leitores de que o Cristo Redentor está entre os 10 mais votados e que as principais operadoras de telefonia celular não estão cobrando as taxas para o envio de votos em favor do nosso monumento, além de dar alguns outros links que devem ser visitados. Portanto vote pela internet clicando aqui e envie seu voto num torpedo pelo celular também, que é DE GRAÇA!
Para visitar o site das Sete Novas Maravilhas do Mundo, clique no link ou na imagem acima.
Add comment 16 Junho, 2007
Os quatro renascentistas
Os irmãos Tartarugas Ninjas – personagens do filme de animação que acabou de estrear nos cinemas brasileiros – receberam seus nomes de quatro dos maiores artistas do período Renascentista: Leonardo, Michelângelo, Rafael e Donatelo.
Talvez o artista mais conhecido da nova geração seja justamente Leonardo da Vinci, devido ao livro O Código da Vinci, de Dan Brown e ao filme com Tom Hanks. Mas Leonardo foi muito mais do que essa misteriosa história policial tenta mostrar. Quem está em São Paulo (e, em breve, no Rio de Janeiro também) tem o privilégio de poder visitar a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio na Oca (Parque do Ibirapuera). Lá estão expostas mais de 150 peças inspiradas na vida e obra deste artista e inventor italiano, considerado um dos maiores gênios da humanidade. Leonardo nasceu em 1452 e, entre seus mais populares trabalhos estão A Última Ceia e Mona Lisa.
Michelângelo Ludovico Buonarroti Simoni nasceu em 1475, foi pintor e escultor italiano e sua obra mais famosa são os afrescos da Capela Sistina. Rafael ou Raffaello Sanzio nasceu em 1483 e foi um mestre da pintura. Prodígio, com apenas 17 anos, já era considerado um dos grandes nomes de sua época. Já Donato di Niccoló di Betto Bardi, chamado Donatello, nasceu em 1386 em Florença e foi um admirável escultor. Dos quatro, Donatelo foi o único que não viveu na mesma época. Os outros três foram contemporâneos, mas o escultor morreu em 1466, quando Leonardo entrava na adolescência, onze anos antes de Michelângelo nascer e 17 anos antes de Rafael.
Para saber mais sobre estes quatro artistas do Renascimento visite os seguintes links:
> Rafael no Met e no Art Renewal
> Leonardo no Met e no Art Renewal
> Michelângelo no Met e no Art Renewal
> Biografia de Donatelo no Metmuseum e no Art Renewal
> Artcyclopedia – Neste site você pode fazer a pesquisa pelos nomes dos artistas e assim obter uma grande quantidade de links de museus e referências.
Agora… se você quer saber mais sobre a verdadeira história das Tartarugas Ninja, comece sua navegação, clicando aqui.
Add comment 13 Abril, 2007
Falta educação
Estou impressionado a visibilidade do texto Finalmente, a nova Folha Dirigida, sobre a reforma gráfica que ajudei a implantar no jornal. Ele é um dos mais procurados pelos internautas que chegam a este blog. Na área administrativa vejo que uma grande parte dos leitores utiliza o nome do jornal em diversos mecanismos de busca e acabam chegando aqui. Provavelmente são pessoas que buscam informações confiáveis a respeito de concursos, educação, emprego e cidadania. Afinal, o jornal é líder de mercado nessa área.
Em São Paulo, existe um concorrente chamado Jornal dos Concursos & Empregos, que tenta, desesperadamente, seguir os passos da Folha. Recentemente, esse semanário fez sua “reforma”, que incluiu mudança de tipologia e outras “novidades” que já havíamos implantado. Tudo isso foi feito para aproximar o JCE do novo visual da Folha Dirigida. Mas, apesar da tentativa de plágio gráfico, o máximo que conseguiram foi mostrar o quanto estão incomodados com a nossa saudável concorrência.
Mas eles não desistem e, nesta semana, publicaram um editorial com o primoroso título de “Educação!! Questão urgente e indispensável“, onde se lê o óbvio ululante que vários textos, absolutamente rasos, já falaram sobre o assunto. Mas, a realidade é que esse editorial foi apenas um pretexto para que o JCE, de maneira deselegante e pouco inspirada, atacasse o concorrente ao apontar um erro de digitação num título publicado na edição paulista da Folha Dirigida. Depois de dissertar sobre como alunos despreparados chegam às universidades, “de onde acabam saindo profissionais incapazes”, vem o ponto fundamental do texto:
“E na imprensa? Cada vez encontramos mais textos sem estrutura, péssimo nível gramatical, cultural e até falta de atenção. Com isto, absurdos como o acontecido na última semana, quando um semanário estampou em sua primeira página a palavra “níveus” em vez de “níveis”, serão cada vez mais freqüentes!”
Independentemente da aparente nobreza desse artigo, a questão real que fica é o que um erro de digitação e a tal “falta de atenção” tem a ver com a situação da educação no país? Erros acontecem diariamente, em todos os jornais. Veja o belo exemplo da Folha de S.Paulo, que publica a seção Erramos (leia texto que já publiquei neste blog sobre o assunto, clicando aqui). E o descuido que o tal editorial menciona, foi uma evidente troca de letras: o “i” e o “o” estão lado a lado no teclado. Qual o sentido de tudo isso? Inveja? Incômodo? Sei lá…
Como não há sentido prático, por si só, esse editorial já seria hilário. Porém, o resultado ficou ainda mais engraçado quando o editor, ao tentar finalizar seu texto de maneira pungente, escorrega em sua própria falta de atenção ao perguntar no último parágrafo: “O que será de uma nação sem a eucação?” É isso mesmo! O autor esqueceu de digitar o “d” da palavra educação!
Quanta empáfia para um desfecho tão ridículo!
E olha que não é só isso. No próximo texto comento um erro grosseiro nesta mesma edição no JCE. E é num título de uma manchete…
;^)
(Continua em Cadê o hífen?)
Add comment 18 Março, 2007
Cadê o hífen?
(Continuação do texto Falta educação)
Antes de mais nada é bom explicar uma coisa: não estou aqui para apontar e corrigir erros de ninguém. Até peço perdão aos leitores pelos meus equívocos em nossa língua inculta e bela. Mas, não posso me furtar a fazer alguns comentários a respeito do pouco respeitoso editorial do JCE. Para um jornal que publica um texto inconformado com a qualidade da educação brasileira e que discrimina o seu concorrente por um erro de digitação, se espera um excelente nível, pelo menos no que diz respeito às regras básicas de português, certo? Errado.
Apesar de questionar sobre os rumos de uma nação “sem a educação”, os redatores desse semanário também cometem erros em suas manchetes. Sim, eu dei uma olhada nos títulos das matérias e sabia que iria encontrar, pelo menos um erro. Bastavam os títulos. Nem um texto a mais. Dito e feito. Na página 12 do JCE, a matéria de seis colunas ganha uma manchete em duas linhas com um erro grave no título. Veja a imagem abaixo (clique nela se você quiser ampliá-la):

Viu o erro? É superfácil. Super é um prefixo que se liga, com ou sem hífen, ao elemento seguinte. Como está no excelente Manual de Redação e Estilo – O Estado de S.Paulo, de Eduardo Martins, esse prefixo “liga-se com hífen aos elementos iniciados por h e r: super-homem, super-requintado. Nos demais casos: superaquecimento, superestrutura“. O Manual ainda destaca que “mesmo quando usado para valorizar alguma coisa, super funciona como prefixo e está sujeito às regras acima: superassalto (e não “super assalto“).”
Bom… não é só o JCE que erra ao grafar a palavra Super-Receita sem hífen, mas veja nos links a seguir como ela é usada de maneira correta:
Folha de S.Paulo – IstoÉ Dinheiro – Jornal do Senado – Franklin Martins no Último Segundo – Receita Federal

E já que estamos falando de deslizes, vamos a outros. Estes não são erros de português, mas vale o registro. Veja na imagem acima o recorte da página 11, da mesma edição do JCE (clique nela para ampliá-la):
O título da manchete começa mal: Senado/DF? Como assim? Existe um Senado/MG? Ou um Senado/SP?
Tem mais: no crédito* da foto que ilustra a matéria – cuja a legenda é um singelo “Prédio do Congresso Nacional” –, está escrito “Banco de Imagens/JC&E”. Ou seja, baseado nessa informação a foto pertence a um banco de imagens do próprio jornal. Certo? Errado novamente. Aqui, ou houve má fé ou um grave equívoco, pois a foto publicada é do
fotógrafo Reynaldo Stavale (veja foto original ao lado) e está disponível para publicação – desde que citada a fonte – no banco de imagens da Agência Câmara (da Câmara dos Deputados).
Erros sempre acontecem na imprensa. Muitos deles se tornam folclóricos, como comprova o considerado Moacir Japiassu em sua coluna Jornal da ImprenÇa, publicada periodicamente no Comunique-se (para ler a divertidíssima coluna do Japi, o leitor tem que se cadastrar no site ou então ler o seu Blogstraquis). Agora, o JCE deveria se preocupar menos com a Folha Dirigida e mais com suas edições semanais.
* É o texto que fica sobre a foto e que está no círculo vermelho na imagem.
Add comment 18 Março, 2007
Me visitem na cadeia novamente
A crônica Me visitem na Cadeia, de João Ubaldo Ribeiro, é tão importante que deve ser lida por todos; e sempre que possível, relida. Já havia postado uma recomendação de leitura desse texto no dia 7 de abril do ano passado (O assombro de João Ubaldo), onde coloquei um link para o artigo no site de O Globo. Mas esse link foi perdido. Por isso fiz uma pesquisa na internet para tentar disponibilizá-lo novamente neste blog. Não encontrei o texto em nenhum dos jornais que publicaram a crônica de João Ubaldo, mas descobri reproduções em alguns sites e blogs, cujos links estão aí embaixo; sinal de que muitos também o consideram importante. Clique neles para ler esta declaração de um brasileiro indignado!
Aproveito para indicar um outro texto do grande escritor e acadêmico: Não morri e continuo o mesmo, sobre a quase morte de João Ubaldo e a decepção de alguns por ele estar vivo. :>)
O artigo foi publicado em diversos jornais, entre eles o Diário do Nordeste e O Estado de S.Paulo (para assinantes, ou no site Intercidadania, que publica o artigo e dá crédito ao jornal paulista) e O Globo (você tem que se registrar para acessar o artigo).
Para ler Me visitem na cadeia, clique nos links abaixo:
Nos sites: da Castelo Branco Advogados e da Tribuna Online
Nos blogs: clique aqui ou aqui.
Add comment 7 Março, 2007
Mudanças aterradoras

O clima do mundo está mudando de maneira assustadora por causa da ação destrutiva do homem e o impacto sobre a natureza é mais perigoso do que se imaginava, segundo um novo relatório, produzido por um grupo composto por centenas de cientistas, que será apresentado pela ONU em abril. Ainda na forma de um esboço, essa segunda parte do relatório ambiental foi obtido e publicado com exclusividade pela Spiegel Online (site da revista alemã Der Spiegel).
Se você é assinante do UOL, pode ler a notícia completa aqui. Como o assunto é muito importante, reproduzo a seguir um resumo da matéria escrita pelo jornalista Volker Mrasek. Aproveite para visitar o site Amazônia Para Sempre e assine o manifesto que será entregue às “autoridades” “competentes” do Brasil. Clique aqui para ler outro texto sobre a Amazônia.
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Segundo o Painel Intergovernamental para Mudança Climática da ONU, o aquecimento global já está promovendo uma mudança climática com efeito profundo em todos os continentes e em muitos dos ecossistemas da Terra. O esboço apresenta uma longa lista de evidências:
- Lagos glaciais estão aumentando tanto em tamanho quanto em número, levando potencialmente a cheias mortais.
- O gelo permanente nas regiões montanhosas e em altas latitudes está esquentando, aumentando o risco de deslizamentos de terra.
- À medida que a temperatura de rios e lagos aumenta, sua estratificação térmica e qualidade da água estão mudando.
- As correntes dos rios, afetadas pelo derretimento do gelo e geleiras, estão acelerando durante a primavera.
- A primavera está começando mais cedo, fazendo as plantas vicejarem mais cedo e mudando a migração das aves.
- Muitas plantas e animais estão expandindo seus hábitats para regiões montanhosas e latitudes mais altas que estão se tornando mais amenas.
Segundo o Ipcc, os pesquisadores encontraram evidência de mudanças ambientais devido ao efeito estufa causado pela humanidade em 90% dos casos estudados. Eles também prevêem como as regiões habitadas e os ecossistemas se desenvolverão no futuro à medida que o mundo se tornar mais quente:
- Cerca de 20% a 30% de todas as espécies enfrentarão um “alto risco de extinção” caso a temperatura média global aumente mais 1,5 a 2,5 graus Celsius em relação aos níveis de 1990. Isto poderá acontecer até 2050, alerta o relatório.
- Os recifes de corais “provavelmente sofrerão fortes declínios”.
- Os mangues salgados e florestas pantaneiras poderão desaparecer com o aumento do nível dos mares.
- As florestas tropicais serão substituídas por savanas nas regiões onde houver redução dos lençóis freáticos.
- Aves migratórias e mamíferos sofrerão à medida que mudarem as zonas de vegetação no Ártico.
O IPCC acredita que estas serão as regiões do mundo que sofrerão mais com a mudança climática:
- O Ártico, devido ao maior aquecimento relativo.
- As pequenas ilhas Estados no Pacífico com o aumento do nível dos mares.
- A zona ao sul do Saara da África devido à seca.
- Deltas de rios densamente povoados na Ásia por causa de cheias.
Esta lista por si só deixa absolutamente claro que a humanidade não escapará ilesa destas mudanças. Mortes provocadas pelo calor, cheias, secas, tempestades
Várias centenas de milhões de pessoas em regiões costeiras densamente povoadas – particularmente deltas de rios na Ásia – estão ameaçadas pelo aumento do nível dos mares e pelo crescente risco de cheias. Mais de um sexto da população do mundo vive em áreas afetadas por fontes de águas de geleiras e cobertura de neve que “muito provavelmente” desaparecerão, segundo o relatório. O aquecimento global terá efeitos negativos tanto para os seres humanos quanto para o meio ambiente de grande parte do planeta. A América do Norte será atingida por muitos incêndios florestais e ondas de calor nas grandes cidades.
O relatório também lista conseqüências positivas específicas devido ao aquecimento global – mas elas devem ser passageiras. Esses aspectos positivos – como melhores produções agrícolas e de florestamento no norte da Europa – serão mais que superados pelas ameaças representadas pela elevação das temperaturas e os perigos que a acompanham.
As condições para a agricultura provavelmente melhorarão em latitudes mais altas, levando a uma maior produção global geral. Mas em vários países em desenvolvimento provavelmente serão atingidos por períodos maiores de seca – ameaçando suas populações com a fome.
O aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera da Terra inicialmente ajudará o mundo vegetal. O crescimento da vegetação será mais forte e o planeta se tornará mais verde. A absorção de CO2 pela vida vegetal até certo ponto trabalhará contra a mudança climática, mas não para sempre. “Na segunda metade do século, os ecossistemas terrestres se tornarão uma fonte de carbono que então acelerará a mudança climática”, alerta o relatório do IPCC.
A capacidade dos oceanos do mundo de absorver CO2 também deverá estar esgotada até o final do século 21. Àquela altura eles poderão começar a liberar gases responsáveis pelo efeito estufa em vez de absorvê-los.
Apesar de que os habitantes dos países mais pobres, em desenvolvimento, provavelmente serão aqueles que sofrerão mais com a mudança climática, o relatório deixa claro que os países industrializados mais ricos, como os Estados Unidos, também correm risco. A América do Norte, alerta o relatório, não está preparada para “os crescentes riscos e perdas econômicas causadas pela elevação dos mares, tempestades e cheias”. O relatório do IPCC também detalha explicitamente a ameaça representada pelas tempestades tropicais. A mudança climática deverá aumentar o número de furacões fortes, em regiões como Nova Orleans e o restante do Golfo do México.
A humanidade não terá escolha a não ser se adaptar às mudanças climáticas.
Add comment 3 Março, 2007
Infiltrados no Oscar

Copyright © A.M.P.A.S.
Em geral, o nível das premiações do Oscar 2007 foi bem razoável. Como em 2006, aconteceram algumas injustiças. No ano passado, por exemplo, estranhei a não indicação de King Kong para Melhor Filme e achei que, dentre as opções indicadas, Boa Noite, e Boa Sorte mereceria o grande prêmio da noite. Neste ano, as duas produções de Clint Eastwood sobre o ataque americano a Iwo Jima – uma grande produção em dois filmes magníficos e que se complementam – mereceriam o prêmio de Melhor Filme (qualquer um dos dois, ou os dois juntos). Quer ler mais a respeito? Então, visite este blog.
No site do Oscar há uma área onde a imprensa pode se registrar para ter acesso a materiais exclusivos e fotos em alta resolução. Na foto acima, o grande vencedor do ano, diretor Martin Scorsese, de Os Infiltrados, está ladeado por dois grandes diretores: Francis Ford Coppola (esquerda) e Steven Spielberg. Atrás dele, George Lucas faz uma gracinha. Tão maduro…
Oscar(s)® and Academy Awards(s)® are registered trademarks of the Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
Add comment 1 Março, 2007
O Chão de Graciliano, o livro

Amanhã, dia 1º de março, acontece o lançamento do livro de arte-reportagem O Chão de Graciliano, de Audálio Dantas e Tiago Santana, na Livraria da Vila (em São Paulo), a partir das 18:30h. Quem puder ir, não deve perder esta noite de autógrafos. O livro é um importantíssimo registro da região de nascimento e criação literária do grande escritor Graciliano Ramos. Um programa legal para professores e alunos!
Saiba mais lendo os textos dos seguintes links:
Registro da exposição O Chão de Graciliano, no Sesc Pompéia, em 2003.
ABI Online (site da Associação Brasileira de Imprensa)
UBE (site da União Brasileira de Escritores)
2 comments 28 Fevereiro, 2007
Dependemos da Amazônia: lute por ela!

Nada é mais impactante do que ver pessoalmente uma tragédia. Não estou falando que a imagem de algo sendo destruído não tem impacto quando a vemos pela televisão. Mas, ao vivo, as cenas duras te acordam como um tapa na cara! É mais ou menos isso o que aconteceu com um grupo de atores da série Amazônia, da Rede Globo. Todos sabemos que é necessário fazer algo urgentemente para pôr um fim na irascível destruição de nossa floresta, verdadeiro patrimônio ecológico mundial.
Mas, ver de perto sua destruição fez com que atores como Christiane Torloni, Victor Fasano e Juca de Oliveira se mobilizassem para criar um manifesto pedindo ações concretas em defesa da região. Esse documento está disponível na internet e pode ser visto (ou lido) no site Amazônia Para Sempre e você também pode participar dando o seu apoio assinando o manifesto e pedindo aos seus amigos que façam o mesmo!
Clique no banner acima, conheça o site, leia e assine o manifesto que será entregue ao presidente da República depois que atingir o número suficiente de assinaturas.
Na realidade, se as “autoridades” fossem mesmo competentes (e se fossem autoridades), nada disso precisaria ser feito, pois a Amazônia não estaria sendo dilapidada a olhos vistos.
O texto do manifesto é de autoria do ator Juca de Oliveira, e sua apresentação no site utiliza as maravilhosas fotos de Araquém Alcântara – um grande e apaixonado fotógrafo, especializado na região amazônica (é o autor da foto que ilustra este texto)– e Francisco Carreira. A emocionante narração da apresentação, que é acompanhada do Hino Nacional e pelas Bachianas Brasileiras Nº 5, de Heitor Villa Lobos, ficou a cargo de Torloni e Fasano. Os atores lembram que “essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da Terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta”.
A alarmante situação da degradação da natureza causada pelo homem não deixa mais dúvidas de que a população tem que se mobilizar e exigir dos governantes mais respeito com a vida, em todos os sentidos. A paz na Terra é fundamental.
Add comment 27 Fevereiro, 2007
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I notice this blog has received visits from other countries, and a visitor* gave me an idea. My blog can be read in English using the fantastic Google tool called [translate this page]. It is a link Google offers right after the main link for the search results in any language that’s not English. The translation, as expected, is not perfect, but it is mostly understandable and helpful.
For example, in the text of the post Believe it or not: the Sun is yours! the word “bala” was translated as “bullet” and not as “candy,” which is the correcct translation in this case.
If you want to read our texts in English, you just need to click here (the translation is not perfect!).
To visit a blog about comics, sequential-art, cinema and pop culture, and that has many wallpapers in this area, click here.
* This visitor read the text Good Night, and Good Luck and the McCarthismo totally in English and later clicked in other texts.
Add comment 20 Fevereiro, 2007
Dá-lhe duro, Katatudo
Descobri recentemente o Katatudo, site de busca 100% brasileiro com sede em Uberaba, MG, e que, segundo o Alexa, é o quarto no ranking entre os buscadores brasileiros (clique aqui para ver o ranking), só perdendo para o Google, o msn e o Cadê, todos com capital internacional.
Os mineiros vão comendo pelas beiradas. Ô trem bão!
Add comment 19 Fevereiro, 2007