Archive for Julho, 2006
Benedetto Guarnieri
No sábado passado, dia 22, morreu outro grande ator brasileiro e também um dramaturgo de primeira: Gianfrancesco Guarnieri. Há 20 anos, mais exatamente no dia 1º de junho de 1986, a Revista da Tevê, do jornal O Globo, publicava esta charge, onde aparecem os personagens de Guarnieri (Jejê) e Consuelo Leandro (Lili Bolero) – ótima atriz e comediante, morta em 6 de julho de 1999 –, na novela Cambalacho de Sílvio de Abreu (o mesmo autor do grande sucesso Belíssima), exibida pela Rede Globo. Guarnieri teve uma carreira exuberante, onde se destaca a peça Eles Não Usam Black-tie, que foi transformada em filme de grande sucesso dirigido por Leon Hirszman, onde o ator atua ao lado da maravilhosa Fernanda Montenegro.
No final do século passado a revista Isto É promoveu uma eleição entre seus leitores para escolher os brasileiros do século em diversas áreas (cultura, esporte, política, etc). Gianfrancesco Guarnieri foi uma das 20 personalidades lembradas na área de Artes Cênicas, com quase 45% dos votos (9º lugar). Fernanda Montenegro, com 92,2% dos votos, venceu nessa categoria.
Clique nos links abaixo para saber mais sobre esse fabuloso homem do teatro, cinema e televisão brasileiros:
• Entrevista que Guarnieri concedeu ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 27 de abril de 2005.
• Veja como os jornais deram a notícia de sua morte: O Estado de S.Paulo – Folha de S.Paulo
• Leia sobre a homenagem que Guarnieri recebeu no último capítulo de Belíssima publicado em O Globo
• Também em O Globo, uma matéria intitulada Gianfrancesco Guarnieri e Eles Não Usam Black-tie, retranca de outra sobre o enterro do ator e dramaturgo, que traz informações sobre sua carreira.
• Gianfrancesco Guarnieri no IMDb (Internet Movie Database).
Add comment 25 Julho, 2006
Cortês de corpo e alma
Nesta terça, dia 18, o Brasil perdeu um de seus maiores atores: Raul Cortez, que lutava bravamente contra um câncer há dois anos.
Para publicar algumas informações sobre o ator, comecei a fuçar na internet e encontrei alguns links importantes que compatilho abaixo. Mas, ao visitar o site oficial deste grande nome da televisão brasileira, fiquei surpreso e comovido com algo que encontrei por lá e que nem lembrava mais.
No link de fotos há uma área de caricaturas onde há oito pequenas imagens (thumbs). Ao clicar na segunda imagem aparece uma charge do Raul que desenhei no final da década de 80 (se não me engano) e que foi publicada, originalmente, na Revista da Tevê, do jornal O Globo (a imagem é essa ao lado). Digo “originalmente” porque esses desenhos eram vendidos pela Agência Globo para outros jornais do Brasil e a caricatura que está no site do Raul deve ter sido recortada de algum jornal de São Paulo (não lembro qual foi o periódico paulista que repuplicava essas matérias da Revista da Tevê).
Bom, o fato é que, para mim foi uma grande honra encontrar um dos meus desenhos entre os escolhidos para figurar na galeria de imagens do site oficial de um ator tão digno quanto Raul Cortez. Realmente foi emocionante. Assim como foi comovente ouvir a notícia de sua morte no Jornal Nacional e descobrir que não teremos mais o brilho de sua arte em novos trabalhos. Como disse Fernanda Montenegro ao falar do colega: “Temos que guardá-lo pelas realizações que ele teve na vida. Felizmente, o temos no cinema e na televisão. Ele foi uma pessoa forte e extraordinária.”
Leia mais nos links abaixo:
• A notícia da morte do ator foi assim publicada na área de notícias de um site da Globo.
• A história de Cortez no mesmo site.
• Raul Cortez na Wikipédia e no IMDb (Internet Movie Database).
• Do site Cineweb, matéria de Alysson Oliveira sobre o filme O Outro Lado da Rua, e crítica de Neusa Barbosa sobre Lavoura Arcaica, dois últimos trabalhos de Raul Cortez no cinema.
• O discreto charme de Raul Cortez, entrevista publicada na revista Quem Acontece, no final de 2004, por Carla Ghermandi.
• Link para meu outro blog, com a reprodução de uma caricatura do Raul Cortez que fiz em julho de 1990 (ou seja, 16 anos atrás) quando trabalhava em O Globo.
Para finalizar, reproduzo ao lado, mais uma charge que fiz com o ator há quase 25 anos, em 30 de agosto de 1981. O texto que acompanhou esse desenho na Revista da Tevê (de O Globo) se referia à novela Baila Comigo, grande sucesso global da época e era o seguinte:
• Raul Cortez, Beth Goulart e Lauro Corona chegaram das gravações internacionais de Baila Comigo entusiasmadíssimos. Isso apesar das mudanças ocorridas no roteiro, que previa um cruzeiro pelas ilhas gregas e quatro dias em Istambul. Esta parte da viagem acabou não acontecendo por um motivo muito especial: em Atenas, o diretor Roberto Talma conseguiu uma autorização da Unesco para gravar em Acrópole, cidade tombada como patrimônio histórico mundial. Raul Cortez, escolhido para dizer um monólogo de Platão no local, comentou que jamais esperou ter uma oportunidade tão emocionante em sua vida: “Afinal, representar no Teatro Dionísio, o primeiro palco do mundo, não é para qualquer um…”
Não é para qualquer um mesmo, Raul.
25 anos depois, a Globo voltaria à Grécia para filmar Belíssima…
Add comment 19 Julho, 2006
A volta do superjornalista
A maioria dos jornalistas ganha tão mal que, não raro, têm que encarar jornada dupla de trabalho. Que o diga Clark Kent, pois além de trabalhar no Planeta Diário, tem que se virar como super-herói nas horas vagas. Para saber mais um pouco sobre o personagem que virou filme em Superman – O Retorno, leia o texto Super-repórteres, de Tiago Cordeiro, publicado no site Comunique-se.
Add comment 15 Julho, 2006
Bancos bonzinhos e completos
Em sua coluna no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI on line), o jornalista Rubem Mauro Machado fez uma crítica contundente a uma campanha publicitária de um banco. Sob o título de A Bolsa e o dente de leite, ele afirma:
“Estamos sabendo que publicidade é mesmo um grande faz-de-conta financiado, o que vale é construir uma imagem a qualquer preço; se não tiver base na realidade, paciência. O jogo é esse e o aceitamos.”
O que dizer, então, da campanha do Bradesco que também está no ar? Depois de ver o anúncio você pode se sentir um zero à esquerda.
Num fundo preto surge o seguinte texto:
Tela de plasma.
50 polegadas.
Surround system.
Definição digital.
Você com certeza vai acabar (sic)
trocando sua TV antiga.
Por essa TV aqui:
(o fundo fica claro e aparece a imagem do cartão Bradesco/Visa e continua o texto, agora com narração)
Você pensa
O Cartão Bradesco completa
Bradesco Completo
UAU! Fala sério! É de emocionar tamanho senso de oportunidade, afinal, neste país qualquer pode ter uma TV daquelas. E, se não puder, é só ter o dito cartão e pensar, para que o Bradesco complete o seu desejo. Aladim vai aposentar seu velho gênio. Afinal, com o Bradesco nem é necessário falar; basta pensar e seus desejos são realizados.
(Para ver o anúncio completo… ou melhor, todo o anúncio vá ao site do Portal da Propaganda)
Add comment 14 Julho, 2006
O livro do ouvidor
O jornalista Caio Túlio Costa foi um dos entrevistados desta segunda (ontem de madrugada, na realidade…) do Programa do Jô. Por coincidência, pouco tempo antes de começar o programa, publiquei aqui o texto Um Revolucionário (abaixo), que fala do mestre Cláudio Abramo – também citado na entrevista – e dos artigos em homenagem a ele, publicados no site Observatório da Imprensa, um dos quais é de autoria de Caio.
O motivo da entrevista foi o relançamento, pela Geração Editorial, de seu elogiado livro Ombusdman - O Relógio de Pascal, esgotado há anos, que conta a sua experiência como o primeiro ombudsman da imprensa brasileira, cargo que ocupou entre 1989 e 1991 na Folha de S.Paulo. Em jornalismo, “Ombudsman” é a pessoa que faz a crítica interna do próprio veículo e é uma espécie de ouvidor dos leitores do jornal. A palavra vem do sueco e significa “representante”.
Voltando ao livro, a sua primeira edição foi publicada no início dos anos 90 e esta nova versão foi completamente reeditada, com a inclusão de dois novos capítulos e dados atualizados, incluíndo a finalização de histórias que estavam inacabadas. Leia mais sobre este lançamento no site da Geração Editorial (clique no nome do livro ou da editora, acima).
Aproveito o tema para indicar outro livro que também deve ser lido por quem quer fazer jornalismo ou trabalha na área. Trata-se de A Regra do Jogo, de Claudio Abramo. O livro, lançado depois da morte do lendário jornalista, foi organizado pelo seu filho, Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, que compilou artigos de seu pai publicados pela Folha de S.Paulo, além de vários depoimentos e declarações sobre ética e imprensa. Para saber mais, leia o texto A Regra do Marceneiro, publicado no site da Faculdade Cásper Líbero. Leia também o texto A ética é uma só, publicado no site do Instituto Gutemberg.
Onde comprar
Ombusdman – O Relógio de Pascal
Bestbooks – Siciliano – Melhoramentos – Livraria Cultura – Saraiva – Submarino
A Regra do Jogo
Livraria Cultura – Siciliano – Submarino
Add comment 12 Julho, 2006
Um revolucionário
Há um ano (e alguns dias), o site Observatório da Imprensa publicou uma série de depoimentos e artigos em homenagem a um dos grandes nomes do jornalismo Brasileiro e o trabalho que ele desenvolveu na Folha de S.Paulo: Cláudio Abramo, que morreu em 1987. O motivo era a passagem de 30 anos da grande reforma que Abramo empreendeu no jornal comandado pelo empresário Octávio Frias de Oliveira.
“Poucos momentos foram tão importantes para o jornalismo brasileiro como os anos entre 1975 e 1977, quando um empresário e um jornalista se juntaram para iniciar o processo de transformação de um jornal sem expressão em um dos maiores veículos de comunicação do país”. Assim Letícia Nunes começa seu de artigo sobre essa revolução. Mas Cláudio Abramo já havia participado de outra, entre 52 e 63, justamente no jornal concorrente, O Estado de S.Paulo. Mas essa história fica para outro dia.
Agora, depois de 31 anos das inovações implantadas, vale a pena ler a matéria de Letícia e todos os artigos publicados. Clique nos links abaixo para ir direto a cada um deles.
Quando a Folha se Tornou a Folha – Letícia Nunes
Entrevista com Octávio Frias de Oliveira – Letícia Nunes
“Eles formaram uma dupla que fez história” – Alberto Dines
Receita simples e eficiente – João Batista Natali
Cláudio Abramo, o revolucionário – Washington Novaes
Os barões e o príncipe – Mino Carta
Uma experiência frustrante – Cláudio Weber Abramo
O tigre siberiano – Jefferson Del Rios
Mestre de jornalismo – Caio Túlio Costa
Add comment 11 Julho, 2006
Espetaculares imagens poéticas!
Navegar é preciso… Descobri um site espetacular para ser visitado por todos os que gostam de fotografias, animais, paz, meditação… Entre agora mesmo em Ashes and Snow e descubra o maravilhoso trabalho do fotógrafo Gregory Colbert. Na realidade o site procura reproduzir a exposição que percorre países através de um museu flutuante.
Se o site é de uma beleza impressionante, imagine o que você sentiria ao visitar o museu. No site com cara de blog da arquiteta Ignez Ferraz, que encontrei por acaso ao procurar mais informações sobre essa exposição, há o relato de Beatriz Novaes, que teve a oportunidade de se emocionar com esse trabalho impressionante ao vivo e a cores. Ou melhor, em tons de sépia. Leia o que Beatriz escreveu a respeito do que ela viu clicando aqui. E já que você está no site da arquiteta, leia outros textos publicados por lá: há ótimas dicas!
A revista New York fez uma matéria a respeito do museu que viaja pelo mar, em fevereiro do ano passado, chamada Have Museum, Will Travel. O título – divertido para quem tem a minha idade – é uma referência a uma velha série de TV – Have Gun, Will Travel –, chamada no Brasil de Paladino do Oeste. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas eu entendo a pessoa que deu o título a essa matéria: ela não se conteve!
Veja abaixo algumas imagens que colhi no site, mas não deixe de visitar Ashes and Snow para ver (e sentir) muito mais!
Add comment 8 Julho, 2006
Feitiço do tempo
O estudante que está pensando em fazer publicidade deve conhecer os sites dos Clubes de Criação. Principalmente o de São Paulo, que atualmente está melhor estruturado. Foi no site oficial do Clube de Criação de São Paulo que eu soube da pesquisa que comentei no post abaixo. Há vários links interessantes, que merecem uma navegação mais atenta. Ao clicar em Anuários, por exemplo, você passa a navegar por uma boa parte do melhor da história da publicidade brasileira. É só escolher o ano que você quer e desfrutar de uma viagem no tempo através de anúncios que marcaram época. No primeiro anuário, do longínquo ano de 1976, você encontra anúncios como o que foi criado para a Xerox pela lendária agência Caio Domingues & Associados com um título bem simples e marcante: ”Cuide bem do seu pai. Ele não tem cópia“. A dupla de criação era de mestres: o redator José Monserrat Filho e o diretor de arte e desenhista de quadrinhos, Júlio Shimamoto.
Aleatoriamente escolhi outro anuário, o 13º, de 1988. Lá encontrei anúncios da campanha premiada do Primeiro Sutiã, da agência W/GGK, que teve como diretor de criação o badalado Washington Olivetto (clique na imagem do menino de olhos arregalados, que abre este post, para ver o anúncio de outdoor, escrito pelo Nizan Guanaes e arte de Gabriel Zellmaister).
Enfim, divirta-se a valer com essa viagem, mas não deixe de conferir outros links, como Novo! que tem os mais recentes anúncios criados pelas agências e Manual do Estagiário, escrito por Eugênio Mohallem. Talvez, um dia, você irá precisar saber das dicas escritas nesse manual.
Conheça também os sites do Clube de Criação do Rio de Janeiro e do Clube de Criação do Paraná e faça uma comparação entre eles.
Add comment 8 Julho, 2006
Depois da derrota, torcedores abrem o bico
O site do Clube de Criação de São Paulo divulgou uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest para saber a opinião dos torcedores brasileiros sobre a Copa do Mundo e a seleção brasileira, depois da vergonhosa derrota para os franceses.
A pesquisa foi realizada pela internet entre os dias 3 e 4 de julho com mil internautas de todo Brasil, cadastrados no site do instituto. O grande diferencial do QualiBest em relação a outros institutos de pesquisa, é que ele é especializado em colher informações utilizando a internet como meio de comunicação, de maneira segura e confiável. Ou pelo menos, tão segura e confiável quanto as pesquisas tradicionais.
Os resultados mostraram que faltou à seleção “vestir a camisa” e que apenas 30% dos entrevistados acreditam que é pior perder da França do que da Argentina. O que não deixa de ser verdade, já que o Brasil (e os portugueses, por tabela) são fregueses dos franceses desde que D. João VI fugiu para o Brasil com medo de enfrentar Napoleão.
A pesquisa revela também que, mesmo com toda a euforia que havia no início da Copa pela possível conquista do hexa, 16% dos entrevistados não acreditavam que a seleção chegaria à final, pois o técnico era Parreira. O que mostra que o Brasil é habitado por 16% de pessoas lúcidas.
Aliás, o patécnico obteve a menor avaliação entre os técnicos: enquanto ele conseguiu incríveis 3 pontos, Scolari, o Felipão, teve a melhor nota: 9,3.
A seleção brasileira também não escapou às críticas com 3,6 em sua avaliação, sendo considerada a equipe com o pior desempenho desta Copa. Bom, chamar de “equipe” aquele bando ajuntado pelo Parreira já é um elogio…
Para ler a matéria completa publicada no site do CCSP e ver outros resultados dessa pesquisa, clique aqui.
PS: hoje a Fifa divulgou a lista com os 23 melhores jogadores da Copa. Clique na foto do Zé Roberto, acima, para ler a notícia no site Globo.com.
Add comment 7 Julho, 2006
Não chorem, meninos e meninas!
Como já havia comentado em sala de aula, a seleção brasileira não ia chegar lá. Não queria falar “eu não disse?”, mas o patécnico Kiko Parreira não me deixa outra escolha. Agora, reparem só, meninos e meninas, como os anunciantes que estavam apostando no hexa (ou pelo menos numa final com o Brasil presente) vão se comportar. É engraçado ver todo aquele fal$o ufanismo sendo, de repente, canalizado para outro enfoque. Reparem como o Santander Banespa, a Vivo, o Guaraná Antarctica, a Brahma, e todos os outros anunciantes que tinham como gancho a seleção, apontarão rapidamente suas armas para outro tema.

A eliminação, não tão prematura assim, causa outros fenômenos: muitos tentarão escolher um culpado, outros vão listar os “erros” que levaram o Brasil a perder de maneira tão vergonhosa. Mas alguns estão suspirando aliviados! Imaginem como viviam as emissoras concorrentes da Globo, com quase traço no ibope em dias de jogo (e de vitória) da seleção. A Record e o SBT estavam contando os dias para que a Copa acabasse para o Brasil.
E a Globo, que enviou quase 200 jornalistas para cobrir a Copa na Alemanha? Tantos jornalistas para nos trazer reportagens de qualidade duvidosa, uma verdadeira mesmice diária, sem criatividade no desenvolvimento de pautas interessantes. Pena que a Ana Paula Padrão não estivesse mais na emissora. Na Copa passada ela deu um ar de novidade na absoluta falta do que dizer da cobertura padrão de Galvão Bueno e seus blue caps.
Mas, vejam, meninos e meninas, que sinuca de bico os jornalistas da Globo enfrentavam: a empresa em que eles trabalham é a única TV aberta que detém os direitos de transmissão da Copa para o Brasil e ela vende esse espaço publicitário por uma fortuna. Assim os jornalistas têm que seguir um ritual que não pode ser muito crítico ao trabalho que está sendo realizado pela CBF. Por isso as pautas são repletas de exaltação à ginga e à malícia do futebol brasileiro. Mesmo que não estejamos vendo isso nos jogos, só nas propagandas. Bueno e sua trupe de comentaristas fecham os olhos para o óbvio e irritam a inteligência de alguns espectadores. Mas, pobre do Galvão, da Fátima Bernardes, do Tino Marcos! Eles têm que manter a empolgação da maioria dos brasileiros em alta, mesmo com apresentações medíocres do bando comandado pelo cara que afirmou que “o importante é vencer”. Afinal, o importante é o ibope. O importante é que o patrocinador paga a conta, no final das contas. E a elite dos jogadores e da imprensa brasileira ganha muito bem para fazer isso que vimos nesses dias de euforia canarinha.
E, já que você leu até aqui, sugiro também a leitura do texto Não basta marcar. É preciso voar do jornalista e colunista do site da ABI, Fritz Utzeri, que não ganha tão bem quanto Galvão Bueno e Fátima Bernardes, mas tem o belo domínio da palavra e da razão. Ah, o texto foi escrito antes do vexame da seleção amarela contra a França.
E, para não dizer que tudo são lágrimas, visite o blog dos cassetas e veja a charge animada sobre o assunto em Charges.com.
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PS – Fotos que ilustram este post:
- Ronaldinho Gaucho chora é da Reuters e foi publicada no portal da Globo.com
- A foto do Parreira, o patécnico, é da GloboEsporte.com e também foi publicada no portal da Globo.com
- A imagem do Kiko e Chaves é uma reprodução da série de TV Chaves publicada no site Chespirito Brasil.
1 comment 2 Julho, 2006
Ufa!
Devido ao ritmo assustador que a seleção argentina vinha desenvolvendo no mundial da Alemanha, os anúncios da Antarctica (com o Maradona tendo um “pesadelo”) e da Skol (onde os Argentinos aparecem dando carrinhos sem freio, além daquele com as traves que andam), quase pararam de ser exibidos na televisão. Voltaram a ser veiculados com bastante intensidade ontem. Justamente no dia em que os argentinos foram eliminados pela seleção alemã nos penaltis. Que sufoco, hein?
Para assistir ao filme dos carrinhos, vá até o Portal da Propaganda, clicando no link ou na imagem ao lado.
Aproveite para ler a opinião do jornalista português Pedro Lomba, do Diário de Notícias sobre o Mundial de futebol. Visite também o site do jornal argentino Clarín para ler a repercussão da derrota argentina e o texto de Hernán Castillo cujo título – Un dolor que se llenó de lágrimas –, pode ser traduzido como “Uma dor repleta de lágrimas”.
Add comment 1 Julho, 2006








