Posts filed under 'Filmes & Televisão'
Os quatro renascentistas
Os irmãos Tartarugas Ninjas – personagens do filme de animação que acabou de estrear nos cinemas brasileiros – receberam seus nomes de quatro dos maiores artistas do período Renascentista: Leonardo, Michelângelo, Rafael e Donatelo.
Talvez o artista mais conhecido da nova geração seja justamente Leonardo da Vinci, devido ao livro O Código da Vinci, de Dan Brown e ao filme com Tom Hanks. Mas Leonardo foi muito mais do que essa misteriosa história policial tenta mostrar. Quem está em São Paulo (e, em breve, no Rio de Janeiro também) tem o privilégio de poder visitar a exposição Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio na Oca (Parque do Ibirapuera). Lá estão expostas mais de 150 peças inspiradas na vida e obra deste artista e inventor italiano, considerado um dos maiores gênios da humanidade. Leonardo nasceu em 1452 e, entre seus mais populares trabalhos estão A Última Ceia e Mona Lisa.
Michelângelo Ludovico Buonarroti Simoni nasceu em 1475, foi pintor e escultor italiano e sua obra mais famosa são os afrescos da Capela Sistina. Rafael ou Raffaello Sanzio nasceu em 1483 e foi um mestre da pintura. Prodígio, com apenas 17 anos, já era considerado um dos grandes nomes de sua época. Já Donato di Niccoló di Betto Bardi, chamado Donatello, nasceu em 1386 em Florença e foi um admirável escultor. Dos quatro, Donatelo foi o único que não viveu na mesma época. Os outros três foram contemporâneos, mas o escultor morreu em 1466, quando Leonardo entrava na adolescência, onze anos antes de Michelângelo nascer e 17 anos antes de Rafael.
Para saber mais sobre estes quatro artistas do Renascimento visite os seguintes links:
> Rafael no Met e no Art Renewal
> Leonardo no Met e no Art Renewal
> Michelângelo no Met e no Art Renewal
> Biografia de Donatelo no Metmuseum e no Art Renewal
> Artcyclopedia – Neste site você pode fazer a pesquisa pelos nomes dos artistas e assim obter uma grande quantidade de links de museus e referências.
Agora… se você quer saber mais sobre a verdadeira história das Tartarugas Ninja, comece sua navegação, clicando aqui.
Add comment 13 Abril, 2007
Infiltrados no Oscar

Copyright © A.M.P.A.S.
Em geral, o nível das premiações do Oscar 2007 foi bem razoável. Como em 2006, aconteceram algumas injustiças. No ano passado, por exemplo, estranhei a não indicação de King Kong para Melhor Filme e achei que, dentre as opções indicadas, Boa Noite, e Boa Sorte mereceria o grande prêmio da noite. Neste ano, as duas produções de Clint Eastwood sobre o ataque americano a Iwo Jima – uma grande produção em dois filmes magníficos e que se complementam – mereceriam o prêmio de Melhor Filme (qualquer um dos dois, ou os dois juntos). Quer ler mais a respeito? Então, visite este blog.
No site do Oscar há uma área onde a imprensa pode se registrar para ter acesso a materiais exclusivos e fotos em alta resolução. Na foto acima, o grande vencedor do ano, diretor Martin Scorsese, de Os Infiltrados, está ladeado por dois grandes diretores: Francis Ford Coppola (esquerda) e Steven Spielberg. Atrás dele, George Lucas faz uma gracinha. Tão maduro…
Oscar(s)® and Academy Awards(s)® are registered trademarks of the Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
Add comment 1 Março, 2007
A musa e o escritor
Ignácio de Loyola Brandão não é qualquer um. Jornalista – trabalhou na Última Hora e na TV Excelsior –, amante do cinema – quis ser roteirista e, por causa disso, mudou-se para a Itália no início dos anos 60. Diz que assistiu 53 vezes ao filme Oito de Meio de Federico Fellini. Hoje é um escritor reconhecido internacionalmente e publica suas crônicas no Caderno 2, do jornal O Estado de S.Paulo.
Por sua brilhante carreira, chama atenção o belíssimo (e apaixonado) texto que ele escreveu sobre Cláudia Abreu. Na realidade, ele começa a falar de novelas, ou melhor das novelas de Gilberto Braga… mais precisamente, de Celebridade. Faz uma rápida crítica social mas, seu assunto mesmo é Cláudia. Diz o escritor:
Completa, admirável, atriz que tem talento, tem recursos, voz, sabe onde colocar as mãos, conhece o tom exato de um diálogo, tem uma raiva interior que assoma aos olhos, transpira em cada poro. Sua interpretação é contida, tem ritmo, acelera, desacelera, ela sabe o momento exato de puxar o freio, transforma o ódio em doçura em dois segundos.
Depois das palavras de Loyola Brandão, qualquer coisa que se escreva sobre Cláudia Abreu parece supérfluo. Escrito em julho de 2004, o texto ainda é atual e define a atriz em todas as suas nuances. Leia, então, o texto aqui e veja como a musa inspirou o escritor.
Saiba mais sobre Cláudia Abreu nos seguintes links:
Adoro Cinema – Filmografia com links dos filmes no site
IMDb – Internet Movie Database
Revista Oi – Entrevista
Saiba mais sobre Ignácio de Loyola Brandão clicando abaixo:
Releituras – Ótima página com um resumo biográfico e bilbiográfico
Educarede – Resumo biográfico e resenhas.
Submarino e Americanas- Os livros do escritor nas duas lojas virtuais
Quer ler o roteiro de alguns capítulos de Celebridade? Então visite o banco de roteiros do site Roteiro de Cinema.
Add comment 7 Fevereiro, 2007
O fantástico Ariano
Ontem o Fantástico exibiu uma entrevista de Ariano Suassuna ao jornalista Geneton Moraes Neto, sob o pretexto de que 2007 é o ano do grande escritor. Afinal, ele completa 80 anos no dia 16 de junho e, comemorando a data, a Rede Globo exibirá uma minissérie baseada no Romance da Pedra do Reino. Uma das coisas que me chamou atenção nessa entrevista é que, finalmente, alguém com bom senso chama a atenção para aquele monumento ao mau gosto e “à imbecilidade humana” erguido na Barra da Tijuca: a réplica da estátua da liberdade. Não há muito mais o que acrescentar sobre aquela estupidez além de “derrubem aquilo!”. Mas, voltando à sensatez, o fato é que Ariano Suassuna é um ferrenho defensor da cultura brasileira. Disse ele numa entrevista à revista Caros Amigos: “Eu não faço concessão nenhuma“. Esse é o seu estilo. O de um Dom Quixote arcaico, como ele mesmo lembra na entrevista ao Fantástico. Geneton Moraes Neto também é um desses jornalistas que não têm mais paciência para a imbecilidade que predomina aqui e ali. Então, ele deve ter se divertido muito entrevistando o imortal (é, Ariano Suassuna é um imortal) dramaturgo. Afinal, não é tão fácil assim encontrar alguém que chame Michael Jackson de “representante número 1 do lixo cultural”. E ali, naquela entrevista, os dois (certamente) concordavam com essa afirmação.
Agora, meninos e meninas, prestem atenção à resposta que o entrevistado dá à pergunta “Como é o Brasil dos sonhos de Ariano Suassuna?”. Espetacular.
Conheça mais sobre Suassuna lendo sua entrevista à revista Caros Amigos e veja seu verbete na Wikipédia. E assistam à adaptação da obra de suassuna no filme/minissérie da Globo, O Auto da Compadecida.
“A humanidade se divide em dois grupos, os que concordam comigo e os equivocados.”
Add comment 8 Janeiro, 2007
O Bond não é mais aquele…
Embora eu não tenha deixado bem claro no texto abaixo, que será publicado amanhã na Folha Dirigida, esse ator que escolheram para interpretar o novo James Bond é horroroso e fica fazendo biquinho o tempo todo. Quem acha que esse é o melhor 007 desde Sean Conery, precisa ser internado…
Estréia nesta sexta, dia 15, o 21º filme de James Bond, 007 Cassino Royale, que chega aos cinemas sob a desconfiança de muitos fãs, que criticaram intensamente a escolha do ator Daniel Craig para interpretar o famoso agente secreto. E não é sem razão: Craig realmente não tem o carisma necessário para encarnar Bond. Acontece que, ao contrário do que se poderia imaginar, o filme é excelente. Porém, ao entrar no cinema, esqueça tudo o que você conhece sobre o bom e velho Bond e assista a um ótimo filme de ação.
Cassino Royale é o primeiro livro de Ian Fleming sobre o agente secreto. E esta adaptação para o cinema marca uma grande ruptura com tudo o que nos acostumanos a ver numa aventura do mais carismático dos agentes. A começar pela escolha do ator. Além disso, a abertura foi modernizada; a música-tema do personagem não aparece durante o filme, ficando sempre numa sutil insinuação até finalmente surgir em todos os seus acordes num final esclarecedor; não há os fantásticos gadgets e até as mulheres não são tão estontentes quanto Ursula Andress e Halle Berry (só para citar dois exemplos).
É que os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli resolveram recomeçar a série, aproveitando o gancho do livro. Aqui, Bond é um agente recém-promovido e ainda pairam dúvidas sobre sua capacidade de ser bem sucedido em missões de alto risco, devido à sua arrogância e inexperiência. 007 Cassino Royale nos mostra também um personagem falível e nos dá novas facetas psicológicas do agente. Tudo isso conspira para poupar Daniel Craig das críticas, já que ele está sendo apontado como o melhor James Bond depois de Sean Connery. Tudo bem, vá ao cinema e tire a sua conclusão.
Add comment 13 Dezembro, 2006
É hoje!!!
Procure o seu Cinemark favorito e não perca o VII Projeta Brasil Cinemark, com sessões de cinema brasileiro por um precinho imperdível: apenas R$2,00! Motivo é o que não falta para estar presente, afinal há opções de filmes para todos os gostos, são várias sessões o dia inteiro e em todas as salas do Cinemark, que, em sua grande maioria são ótimas. Então, vamos lá! Clique no cartaz ao lado e faça sua programação. Ah! E quem gosta de cinema infantil e de animação, deve se preparar para o IV Festival Internacional de Cinema Infantil, que este ano homenageia o grande Ziraldo.
Add comment 6 Novembro, 2006
E lá se foram 100 anos
Muitas homenagens celebrando o feito de Santos Dumont aconteceram neste mês e se acentuaram nos últimos dias: no domingo a TV Cultura e a Rede Globo fizeram a sua parte apresentando com programas especiais sobre o vôo do 14-Bis. Nesta segunda-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou um caderno especial sobre o inventor. Mas a Editora Abril lançou um DVD com o documentário da BBC, Santos Dumont – O Homem Pode Voar (clique aqui para ver um trailer do filme). Ele também está à venda nas bancas de jornal. Mas não confundir este lançamento da Abril, com o ótimo documentário O Homem Pode Voar, de Nelson Hoineff que recentemente era exibido em alguns cinemas da país (leia entrevista com o diretor deste filme, aqui). Viste a página deste documentário no site Adoro Cinema e matéria sobre a estréia no cinema, clicando aqui e aqui.
Com Santos Dumont o homem aprendeu a voar com um aparelho mais pesado do que o ar, sem ser impulsionado por uma catapulta.
Para saber mais, visite também o site Alô Escola, da TV Cultura e o site criado especialmente para comemorar os 100 anos do vôo do 14-Bis. (que traz mais informações sobre o filme O Homem Pode Voar).
Add comment 24 Outubro, 2006
Cinema para professores e alunos
Uma iniciativa louvável da rede exibidora Unibanco Arteplex começou na última sexta-feira, dia 13. É o 1º Festival Escola no Cinema, que comemora o dia do professor com uma seleção de filmes onde mestres e alunos poderão assistir sem pagar nada. As sessões são diárias, gratuitas e vão até o dia 26 em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro (consulte a programação do Festival clicando na imagem ao lado). Escolas também podem formar grupos e fazer reservas. Para isso, os responsáveis pelas escolas de São Paulo devem ligar para 3266-5115 e marcar a sessão com Ivete ou Rose. Há bons filmes programados, mas se tivesse que escolher apenas um, eu sugeriria o filme que foi escolhido para representar o Brasil na corrida ao próximo Oscar: Cinema, Aspirinas e Urubus. Bom divertimento.
Add comment 16 Outubro, 2006
Benedetto Guarnieri
No sábado passado, dia 22, morreu outro grande ator brasileiro e também um dramaturgo de primeira: Gianfrancesco Guarnieri. Há 20 anos, mais exatamente no dia 1º de junho de 1986, a Revista da Tevê, do jornal O Globo, publicava esta charge, onde aparecem os personagens de Guarnieri (Jejê) e Consuelo Leandro (Lili Bolero) – ótima atriz e comediante, morta em 6 de julho de 1999 –, na novela Cambalacho de Sílvio de Abreu (o mesmo autor do grande sucesso Belíssima), exibida pela Rede Globo. Guarnieri teve uma carreira exuberante, onde se destaca a peça Eles Não Usam Black-tie, que foi transformada em filme de grande sucesso dirigido por Leon Hirszman, onde o ator atua ao lado da maravilhosa Fernanda Montenegro.
No final do século passado a revista Isto É promoveu uma eleição entre seus leitores para escolher os brasileiros do século em diversas áreas (cultura, esporte, política, etc). Gianfrancesco Guarnieri foi uma das 20 personalidades lembradas na área de Artes Cênicas, com quase 45% dos votos (9º lugar). Fernanda Montenegro, com 92,2% dos votos, venceu nessa categoria.
Clique nos links abaixo para saber mais sobre esse fabuloso homem do teatro, cinema e televisão brasileiros:
• Entrevista que Guarnieri concedeu ao jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 27 de abril de 2005.
• Veja como os jornais deram a notícia de sua morte: O Estado de S.Paulo – Folha de S.Paulo
• Leia sobre a homenagem que Guarnieri recebeu no último capítulo de Belíssima publicado em O Globo
• Também em O Globo, uma matéria intitulada Gianfrancesco Guarnieri e Eles Não Usam Black-tie, retranca de outra sobre o enterro do ator e dramaturgo, que traz informações sobre sua carreira.
• Gianfrancesco Guarnieri no IMDb (Internet Movie Database).
Add comment 25 Julho, 2006
Cortês de corpo e alma
Nesta terça, dia 18, o Brasil perdeu um de seus maiores atores: Raul Cortez, que lutava bravamente contra um câncer há dois anos.
Para publicar algumas informações sobre o ator, comecei a fuçar na internet e encontrei alguns links importantes que compatilho abaixo. Mas, ao visitar o site oficial deste grande nome da televisão brasileira, fiquei surpreso e comovido com algo que encontrei por lá e que nem lembrava mais.
No link de fotos há uma área de caricaturas onde há oito pequenas imagens (thumbs). Ao clicar na segunda imagem aparece uma charge do Raul que desenhei no final da década de 80 (se não me engano) e que foi publicada, originalmente, na Revista da Tevê, do jornal O Globo (a imagem é essa ao lado). Digo “originalmente” porque esses desenhos eram vendidos pela Agência Globo para outros jornais do Brasil e a caricatura que está no site do Raul deve ter sido recortada de algum jornal de São Paulo (não lembro qual foi o periódico paulista que repuplicava essas matérias da Revista da Tevê).
Bom, o fato é que, para mim foi uma grande honra encontrar um dos meus desenhos entre os escolhidos para figurar na galeria de imagens do site oficial de um ator tão digno quanto Raul Cortez. Realmente foi emocionante. Assim como foi comovente ouvir a notícia de sua morte no Jornal Nacional e descobrir que não teremos mais o brilho de sua arte em novos trabalhos. Como disse Fernanda Montenegro ao falar do colega: “Temos que guardá-lo pelas realizações que ele teve na vida. Felizmente, o temos no cinema e na televisão. Ele foi uma pessoa forte e extraordinária.”
Leia mais nos links abaixo:
• A notícia da morte do ator foi assim publicada na área de notícias de um site da Globo.
• A história de Cortez no mesmo site.
• Raul Cortez na Wikipédia e no IMDb (Internet Movie Database).
• Do site Cineweb, matéria de Alysson Oliveira sobre o filme O Outro Lado da Rua, e crítica de Neusa Barbosa sobre Lavoura Arcaica, dois últimos trabalhos de Raul Cortez no cinema.
• O discreto charme de Raul Cortez, entrevista publicada na revista Quem Acontece, no final de 2004, por Carla Ghermandi.
• Link para meu outro blog, com a reprodução de uma caricatura do Raul Cortez que fiz em julho de 1990 (ou seja, 16 anos atrás) quando trabalhava em O Globo.
Para finalizar, reproduzo ao lado, mais uma charge que fiz com o ator há quase 25 anos, em 30 de agosto de 1981. O texto que acompanhou esse desenho na Revista da Tevê (de O Globo) se referia à novela Baila Comigo, grande sucesso global da época e era o seguinte:
• Raul Cortez, Beth Goulart e Lauro Corona chegaram das gravações internacionais de Baila Comigo entusiasmadíssimos. Isso apesar das mudanças ocorridas no roteiro, que previa um cruzeiro pelas ilhas gregas e quatro dias em Istambul. Esta parte da viagem acabou não acontecendo por um motivo muito especial: em Atenas, o diretor Roberto Talma conseguiu uma autorização da Unesco para gravar em Acrópole, cidade tombada como patrimônio histórico mundial. Raul Cortez, escolhido para dizer um monólogo de Platão no local, comentou que jamais esperou ter uma oportunidade tão emocionante em sua vida: “Afinal, representar no Teatro Dionísio, o primeiro palco do mundo, não é para qualquer um…”
Não é para qualquer um mesmo, Raul.
25 anos depois, a Globo voltaria à Grécia para filmar Belíssima…
Add comment 19 Julho, 2006
A volta do superjornalista
A maioria dos jornalistas ganha tão mal que, não raro, têm que encarar jornada dupla de trabalho. Que o diga Clark Kent, pois além de trabalhar no Planeta Diário, tem que se virar como super-herói nas horas vagas. Para saber mais um pouco sobre o personagem que virou filme em Superman – O Retorno, leia o texto Super-repórteres, de Tiago Cordeiro, publicado no site Comunique-se.
Add comment 15 Julho, 2006
Casablanca, o melhor roteiro da história
O grande clássico Casablanca, de 1942, foi considerado pelo Writers Guild of America como o filme com o melhor roteiro da história do cinema (do cinema de Hollywood, é claro). Os membros do WGA, associação que reúne os roteiristas de Hollywood, escolheram os 101 melhores roteiros de uma lista de 1400 filmes. O segundo lugar ficou com O Poderoso Chefão, dirigido por Francis Ford Coppola; o terceiro com Chinatown, de Roman Polanski (o mesmo diretor de O Pianista) e o quarto lugar coube a Cidadão Kane, dirigido por Orson Welles.
A lista dos 101 melhores roteiros, é composta por filmes eternos, como Se Meu Apartamento Falasse, A Felicidade não se Compra, Intriga Internacional, Perdidos na Noite, Golpe de Mestre, Taxi Driver, Os Caçadores da Arca Perdida, Um Estranho no Ninho, A Lista de Schindler, Sexto Sentido, Rede de Intrigas, Quanto Mais Quente Melhor, Manhattan, De Volta Para o Futuro, Tubarão, Gente Como a Gente, Cantando na Chuva, ET – O Extraterrestre, Guerra nas Estrelas, Um Dia de Cão, Thelma e Louise, Amadeus, Quero Ser John Malkovich, Matar ou Morrer, Touro Indomável, A Testemunha, Janela Indiscreta, Psicose, Forrest Gump e o recente Sideways – Entre Umas e Outras. Há também algumas surpresas como os românticos Feitiço do Tempo e A Princesa Prometida, além de um filme que aborda a ética no jornalismo chamado Nos Bastidores da Notícia. Há na lista, também, o italiano Oito e Meio, de Federico Fellini. Resumindo: Todos os filmes listados são imperdíveis!
Para ver a lista completa, clique aqui.
Veja a página do filme Casablanca no site Adoro Cinema.
Abaixo, a famosa cena do aeroporto.

Add comment 11 Abril, 2006
Boa Noite, e Boa Sorte e o McCarthismo
No texto O Oscar e algo mais recomendo Boa Noite, e Boa Sorte, excelente filme que deve ser assistido, principalmente por quem deseja fazer faculdade de jornalismo. Mas seria muito importante, antes de ver o filme, entender um pouco sobre a época e os acontecimentos retratados nessa produção. Se possível, fale com seu professor de história para que ele relembre esse período, chamado de McCarthismo. A Segunda Guerra Mundial havia acabado há poucos anos; a Rússia se tornava uma potência comunista e o medo e a guerra fria criou, nos Estados Unidos, uma paranóia anticomunista. É nesse cenário que se instaura o Comitê de Atividades Antiamericanas – uma espécie de "CPI" para descobrir, perseguir e prender comunistas – e surge o Senador Joseph McCarthy, responsável pelo que passaria a ser conhecido de McCarthismo, um dos períodos mais negros da história dos EUA.
Dois filmes brilhantes também retratam essa época com fidelidade: Culpado Por Suspeita, de Irwin Winkler, com Robert de Niro; e Testa-de-Ferro Por Acaso, de Martin Ritt, com Woody Allen. Procure esses dois filmes na sua locadora e assista-os também.
O site do PCdoB tem um texto que se refere a esses três filmes, que transcrevo a seguir um trecho. Para ler o texto completo, clique aqui.
“Boa Noite e Boa Sorte não contextualiza a luta de Morrow, coloca-a como um embate entre duas personalidades fortes, insistentes, dispostas a jogar tudo, para alcançar seu objetivo. De um lado está ele, Morrow, defensor dos valores democráticos e da liberdade de opinião, de outro McCarthy, o vilão, perseguidor de comunistas. Como mote para um filme que faz pensar em Bush como embusteiro, é válido. Outros filmes, no entanto, contextualizaram melhor o macarthismo. Culpado por Suspeita, de Irwin Winkler, mostra o inferno que virou a vida de um cineasta, obrigado a fazer filmes de baixo orçamento para sobreviver, ou Testa-de-Ferro por Acaso, em que Martin Ritt reflete sobre a vida do roteirista Abrahan Polonski, incluído na lista dos 10 cineastas impedidos de trabalhar em sua profissão nos EUA daquela época.
No entanto, em Boa Noite e Boa Sorte compreende-se porque a liberdade de opinião e o direito à informação estavam ameaçados. Estava em jogo uma questão maior: a disputa entre dois sistemas antagônicos: capitalismo x socialismo. E a direita americana usou McCarthy para atacar astros, estrelas e técnicos de Hollywood, professores de universidades, cientistas, escritores e militantes comunistas ou simpatizantes, como forma de atingir as forças de esquerda americanas. Muitos deles eram europeus, a exemplo de Bertold Brecht, exilado nos EUA, devido ao nazismo, ou imigrantes que fizeram a América, caso de Charles Chaplin.
Os personagens de Culpado por Suspeita e de Testa-de-Ferro por Acaso são perdedores, temporários. Morrow é vencedor em toda a extensão. O veículo em que empreende sua luta contra McCarthy é por demais poderoso para não arranhar sua imagem de defensor dos valores americanos, ameaçada pelo senador jr, McCarthy. Em certos momentos, Morrow parece quase inatingível. Não treme nem quando o patrocinador do programa deixa-o em apuros perante o patrão Paley. O diálogo entre ambos é sintomático do que se vê hoje: o empresário da comunicação não quer programa que faça o telespectador refletir, prefere um que custe menos, dê lucro e não o leve a correr riscos. Igual ao que ocorre ainda hoje. É a lógica do capitalismo na transformação da informação em produto."
Para ver o trailer de Boa Noite, e Boa Sorte clique no link.
Indicações de textos
- Apesar de não ser um texto muito bom, clique aqui para conhecer um pouco sobre o McCarthismo.
- Leia a matéria da revista Bravo! sobre o filme Boa Noite, e Boa Sorte.
- Leia uma crítica publicada na época do lançamento do filme Culpado por Suspeita nos cinemas escrita pelo jornalista Aramis Milarch. 
- Para finalizar, leia a crítica de Rubens Ewald Filho sobre o filme Nunca aos Domingos, dirigido por um realizador perseguido pelo Comitê de Atividades Antiamericanas.
Ah! E antes que alguém pense alguma bobagem, aqui vai um aviso: eu não sou comunista!
Add comment 29 Março, 2006
O Oscar e algo mais
Ok, é muito tarde para tecer cometários a respeito do Oscar deste ano. Mas não para ler o texto do Celso Sabadin sobre a Academia, publicado no site CineClick, e ler também textos sobre o filme Boa Noite e Boa Sorte, de George Clooney, que considero o melhor dos cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme.
A revista Veja publicou a matéria O Grande Agitador, sobre George Clooney e, claro, não deixou de comentar a respeito deste ótimo filme:
"Clooney, de fato, sabe tudo o que vale a pena saber sobre a cruzada anticomunista liderada pelo senador Joseph McCarthy – e acha que esse demônio que tentou a democracia americana na década de 50 está vivo e passa bem nos dias de hoje. Boa Noite e Boa Sorte (Good Night, and Good Luck, Estados Unidos/Inglaterra/França, 2005), já em cartaz no país, trata de como o circunspecto âncora Edward Murrow, da rede CBS, deu um nó em McCarthy, transformando o caçador de comunistas em caça de uma investigação do Congresso. Clooney interpreta o chefe da equipe do âncora e acumula também os créditos de produtor, diretor e roteirista. Essa intimidade com o tema é, em boa parte, a responsável por Boa Noite e Boa Sorte (frase com que Murrow, numa entonação cheia de presságios, se despedia dos espectadores ao fim de cada transmissão) ter resultado tão bem-sucedido. Rodado em preto-e-branco, o filme faz uma costura elegante de dramatização com imagens genuínas da época – todos os depoimentos de McCarthy, como inquisidor e como inquirido, são reais, já que dificilmente um ator conseguiria competir com a aura sinistra do original. De resto, esse filme curto e econômico funciona quase como que uma peça de jazz, na qual atores como David Strathairn (também indicado ao Oscar), Robert Downey Jr. e Frank Langella interpretam a partir das deixas uns dos outros, mais revivendo um momento particular da história do que propriamente recriando-o."
(Para ler a matéria completa de Veja sobre o diretor, produtor e ator, clique no link O Grande Agitador, no início deste texto.)
O filme Boa Noite e Boa Sorte é obrigatório para quem gosta de jornalismo, cinema, história, etc, etc. Leia a crítica de Nelson Hoineff, publicada no site Críticos.com.br. Aproveite e compare com as críticas publicadas no site Cine Repórter e no CineClick.

Add comment 23 Março, 2006
