De Jesus

23 março, 2006 at 10:05 pm Deixe um comentário

Maria Angela de Jesus é uma jornalista formidável. E, como se não bastasse, adora cinema, exatamente como qualquer pessoa normal deveria ser. Hoje descobri que ela tem um blog que, ultimamente, não tem sido atualizado. Mas não importa. Seus textos são impagáveis, assim como sua fina ironia. Claro que seria ótimo se ela publicasse mais. Porém resta o consolo de ler e reler seu histórico. Arrisque uma data e divirta-se. Abaixo transcrevo o texto Tudo é relativo, menos o orkut, publicado na quarta-feira, dia 11 de novembro de 2005, às 18:24. Mas não se reprima! Leia outros textos dela, como a Carta ao Presidente (sim, ela escreve uma carta indignada ao nosso molusco-mor) ou Em nome de Jesus, que não é nenhuma crítica ao catolicismo ou a algumas dessas igrejas caça-níqueis evangélicas que infestam o país. Na realidade ela discorre sobre a importância de se ter um nome adequado. “Nomes fazem a diferença”, escreve. Como é o caso dela: Maria Angela de Jesus! Como ela mesmo define, é a santíssima trindade! “Em minhas viagens pelo mundo afora, já ouvi de tudo. Até uma desorientada recepcionista de um hotel em Londres que me perguntou, com toda a fleuma britânica, qual era o significado de meu nome na minha língua. “Jesus? Well, you know the son of God…”, respondi.” Curioso? Leia todo o texto!

Tudo é relativo, menos o orkut 

Toda vez que acesso minha página do orkut, me pergunto: pra que serve isso? Juro, não consigo entender a utilidade desse bicho. Talvez alguém possa me ajudar. Mas fico pensando: os amigos eu encontro pela vida; os inimigos não quero encontrar; amigos do passado se ficaram pra trás é porque não tinham mais nada a ver; amigos futuros vou cruzando por aí. E volto à mesma pergunta: pra que orkut? Ok, serve pra fazer trocadilho infâme, tipo “quem tem orkut, tem medo”, “passarinho que come pedra sabe o orkut que tem”, “pimenta no orkut dos outros é refresco”. Fora isso, a utilização é pequena. Serve pra lustrar o ego, pra mostrar pra todo mundo que você tem mais de 300 amigos (!!!), para ganhar elogios em público. Fora isso, nada, niente, rien!
Não, não tenho saco pra isso. Muito menos para aquelas mensagens: “fulano te adicionou como amigo…” Alguém que você esqueceu lá no passado, com quem você já não tem nenhuma afinidade. E aí você troca aqueles “scraps” bestas: “pô, quanto tempo”/ “nossa, cê tá igualzinho”/ “vamos tomar um café qualquer hora dessas”. Mentira. Na verdade, cada vez que você acessar sua página vai ver fotos de um bando de gente que você mal se lembra. E aí você pensa, totalmente culpado, nossa preciso escrever pro fulano. Ok, não se sinta culpado. Você não vai escrever e a outra pessoa também não! Faz parte do jogo! A vida é assim: a gente diz que quer se ver, mas na verdade tá só cumprindo protocolo! Pensa bem: a gente tem correio, telefone, celular, pager, email, msn. Se não usa nenhum deles para falar com um amigo, não vai ser o orkut que vai mudar isso! Daí, volto à pergunta: orkut, pra quê?

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O Oscar e algo mais Jornalista recém-formado sofre…

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