Archive for setembro, 2006

Um sonho em cada canto

Juliana AquinoOlha só, que grata surpresa: nossa Juliana está se lançando cantora (e eu nem sabia que ela cantava!). Num e-mail que ela enviou para muitos amigos ela exclama a dificuldade de seu trabalho: “Como é difícil o trabalho de um artista!”. É que ela já tem uma “carreira extensa”, mas só agora será lançado seu primeiro CD, o DiscoBossa, trabalho que começou a ser desenvolvido há dois anos. “Agora que finalmente pronto e prestes a sair nas lojas, começam as próximas etapas: divulgação, shows, estrada…” escreve a nossa cantora no e-mail. “Nossa primeira vitória foi a conquista de um espaço na trilha sonora da novela Páginas da Vida. A música Don’t Let Me Be Misunderstood será tema de um dos personagens que ainda está por entrar em cena.”
Ela informa também que durante uma semana o Nelson Motta a prestigiou em seu site, o Sintonia Fina e nos programas de mesmo nome, nas rádios Eldorado, de São Paulo, Paradiso, do Rio de Janeiro, Guarani, em Belo Horizonte e Itapema no sul do país.

Juliana aproveita para pedir a colaboração de todos “com a participação especial de sempre, no boca a boca, no repassar de e-mails e tudo o mais…”. E , cuidadosa, lembra que, ao repassar e-mais não devemos esquecer de enviar “com cópia oculta, sempre, preservando endereços dos amigos contra o junk-mail”. É isso aí, Juliana! Bons sonhos em cada canto seu.

DiscoBossa

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18 setembro, 2006 at 8:10 pm Deixe um comentário

Reforma ou reformulação gráfica?

Novo Caderno de Educação da Folha DirigidaDesde ontem, o Caderno de Educação do jornal Folha Dirigida, do Rio de Janeiro, circula com novo projeto visual, resultado de um trabalho que iniciei em junho e que, depois de um processo de ajustes e treinamento, começou a se tornar realidade nas bancas. Essa mudança faz parte de uma reforma gráfica ampla que será implantada em todo jornal, só que em etapas. Normalmente quando uma publicação passa por úm processo como esse, sua implantação acontece de uma vez: escolhe-se o dia e pronto, o leitor é apresentado ao novo produto. Mas, na Folha Dirigida, optou-se por fazer essa apresentação aos poucos. Assim, os leitores se acostumam com as modificações que estão sendo implementadas, ao mesmo tempo que se cria uma espectativa positiva para as novidades que estão chegando (falaremos mais a respeito numa próxima aula).

Todo esse processo pelo qual está passando a Folha Dirigida foi notícia em dois sites especializados em jornalismo. No Comunique-se, a notícia Folha Dirigida inicia reformulação gráfica foi destaque na página principal do site, onde eles publicaram a imagem acima, que ilustra este texto. O site da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), por sua vez, publicou a matéria Novo projeto gráfico para a Folha Dirigida, com chamada de destaque na página principal.

Entretanto, a notícia do Comunique-se chama a reforma gráfica do jornal de “reformulação gráfica”. Será que isso está certo? É “reforma” ou “reformulação”? Ou os dois estão certos? Mãos à obra, pessoal… ou melhor, aos dicionários.

6 setembro, 2006 at 1:29 am 1 comentário

Parabéns ao Friburgo

Eduardo, durante a aulaQuero parabenizar à todos os que colaboraram para tornar possível nossa primeira aula via internet. A equipe técnica do Colégio Friburgo foi muitíssimo eficiente e os alunos de Comunicação se portaram com louvor.

Ao Eduardo (foto acima), Coordenador de Informática, que foi fundamental no sucesso da aula; à coordenação e à direção do Colégio, que aprovou e incentivou o projeto; e à Ruth Vallin, que fez belas fotos da aula (algumas postei aqui), meus sinceros agradecimentos.
Quero agradecer também à talentosa Milena Whitaker, que escreveu o texto Tecnologia… Totalmente Positiva?, sobre esta nossa verdadeira videoconferência e que postei no site do PáraTudo! (leia o texto clicando no link).Ian, foto de Ruth Vallim
As fotos que ilustram este texto podem ser usadas como papéis de parede para computador (para baixá-las, basta clicar nelas). Para ver um slide show destas e outras fotos, clique aqui. Em breve postarei mais algumas no site do ParaTudo! Fique alerta.Renata; foto de Ruth Vallim

Daniel

4 setembro, 2006 at 1:57 am Deixe um comentário

Soninha toda pura

SoninhaNo começo do ano recomendei aos alunos a leitura do texto Política = Filme grego sem legenda?, da Sonia Francine, publicado no boletim da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) de 2002, intitulado A Mídia dos Jovens (clique no link para baixar o relatório). O texto da Soninha encerra o relatório na página 47.

Depois de sua leitura os alunos deveriam fazer uma análise rápida do texto, concordando ou não com o ponto de vista da jornalista. A resultado que mais me chamou atenção, da aluna Amanda Medeiros, publiquei agora no blog do ParaTudo! (clique para ler).

Por tudo o que está acontecendo no Brasil e pela aproximação das eleições, acho importantíssimo a leitura do texto da Sônia, que continua bastante atual (apesar de ter sido escrito em 2002). Como ele não está publicado na internet – apenas no relatório da Andi –, tomei a liberdade de copiá-lo abaixo. Por favor, leiam, analisem e comentem.

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Política = filme grego sem legenda?
Sonia Francine
Eu confesso: tem horas que eu desanimo. Mesmo fazendo questão deprestar atenção no lado positivo das coisas, mesmo recusando asgeneralizações do tipo “os jovens de hoje em dia são individualistas ealienados”, eu às vezes desanimo

Infelizmente, temos uma massa de jovens a tal ponto desiludidos que não são capazes nem dos sonhos mais mesquinhos e medíocres – do tipo “quero ficar famoso e parar de estudar”. Que não têm idéia do “que vão ser quando crescerem” e não conseguiriam formular um desejo para o gênio da lâmpada se ele aparecesse à sua frente. Que não se interessam por política mas também não se entusiasmam com música, cinema, futebol e muito menos com livros e jornais, cidadania, meio ambiente…

Esses jovens não caíram de outro planeta. Eles fazem parte de um mundo que inclui adultos igualmente desinteressados, desinformados, ausentes. Uns e outros são consumidores há anos de uma mídia que cultiva a idéia de que “política é muito chato” e que “político nenhum presta”. O noticiário se refere muito a bastidores e manobras, a “acordo de líderes” e “obstrução de pauta”, e também a “denúncias de improbidade” e outros desvios de comportamento. Quase não se fala da função de cada um – vereador, deputado, etc. – e da influência deles na nossa vida.

Proponho um teste – assistir ao noticiário de política com um grupo de jovens e perguntarem seguida: “Qual foi a notícia? O que ela significa? Quem são aquelas pessoas? O que elas fazem?”. Não me surpreenderia se o efeito produzido for semelhante ao de um filme grego sem legendas. Mesmo assim há jovens interessados, críticos e ao mesmo tempo entusiasmados. Eles participam de grupos de discussão, lêem jornais, escrevem para as seções de leitores, participam deONGs. Escrevem letras de rap, fazem saraus, promovem debates. Como diminuir a diferença entre esses e os demais?

Para tentar conquistar os distantes, temos de ressaltar o poder da urna. Explicar que todo voto tem um significado, mesmo que não vá para o candidato em primeiro lugar. Que a votação de cada um vai determinar o seu peso em futuras negociações. Temos de lembrar – e demonstrar – que a propaganda não é o melhor instrumento para decidir o voto. E, principalmente, lembrar o que apolítica tem a ver com a vida de todo cidadão, mesmo que ele não vote e pense: “não quero me envolver com isso”.

Não é difícil lembrar a um garoto que a política tem a ver com o ônibus lotado, o trânsito engarrafado, o ar poluído, a escola mal cuidada, o posto de saúde superlotado, o bairro deteriorado. Assim como tem a ver com o parque bem cuidado, a quadra reformada, a biblioteca bem abastecida, o lixo reciclado, o imposto bem aplicado. A vida dele é afetada diariamente por decisões e atitudes dos políticos, que às vezes ele imagina serem criaturas próprias apenas dos plenários, corredores de Brasília e palanques.

É preciso também explicar o que queremos dizer com “não basta votar, tem de acompanhar o desempenho dos políticos”. Ah, é? Como? Que tal dar uma força, apresentando as atividades deles – não só a “politicagem” – e explicando as maneiras de interferir? Fora do âmbito da mídia, as escolas podem promover simulações com os candidatos de verdade – e seus eleitores, verdadeiros ou fictícios, debatendo sobre as suas propostas – ou com alunos disputando uma eleição. Taí uma boa oportunidade para fundar um grêmio onde já não existe um. Seria uma boa aplicação para a competitividade do adolescente.

Mas o melhor de tudo é poder contar com os próprios jovens como aliados. O garoto que já acompanha, se interessa, entende, tem um desafio: conquistar o interesse dos outros. Sem ser arrogante, sem ser chato ou agressivo. Ele pode conversar com os pais, amigos, irmãos, vizinhos… E habilmente revelar a eles o fascinante mundo da cidadania política.Estão todos convidados!

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PS – Para visitar o blog da Sonia, clique aqui.
Para ler uma entrevista que ela concedeu durante o escândalo de corrupção que envolveu o PT, o Presidente Lula e seus ministros, clique aqui.

Pelo desrespeito que o PT teve com todos os brasileiros – por imaginar que somos idiotas –, não votarei em nenhum candidato desse partido, apesar de reconhecer que Sônia merece respeito e não pode ser confundida com o joio que infesta esse partido.

1 setembro, 2006 at 1:01 pm Deixe um comentário


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