Falta educação

18 março, 2007 at 8:30 pm Deixe um comentário

Caderno de Educação da Folha DirigidaEstou impressionado a visibilidade do texto Finalmente, a nova Folha Dirigida, sobre a reforma gráfica que ajudei a implantar no jornal. Ele é um dos mais procurados pelos internautas que chegam a este blog. Na área administrativa vejo que uma grande parte dos leitores utiliza o nome do jornal em diversos mecanismos de busca e acabam chegando aqui. Provavelmente são pessoas que buscam informações confiáveis a respeito de concursos, educação, emprego e cidadania. Afinal, o jornal é líder de mercado nessa área.

Em São Paulo, existe um concorrente chamado Jornal dos Concursos & Empregos, que tenta, desesperadamente, seguir os passos da Folha. Recentemente, esse semanário fez sua “reforma”, que incluiu mudança de tipologia e outras “novidades” que já havíamos implantado. Tudo isso foi feito para aproximar o JCE do novo visual da Folha Dirigida. Mas, apesar da tentativa de plágio gráfico, o máximo que conseguiram foi mostrar o quanto estão incomodados com a nossa saudável concorrência.

Mas eles não desistem e, nesta semana, publicaram um editorial com o primoroso título de “Educação!! Questão urgente e indispensável“, onde se lê o óbvio ululante que vários textos, absolutamente rasos, já falaram sobre o assunto. Mas, a realidade é que esse editorial foi apenas um pretexto para que o JCE, de maneira deselegante e pouco inspirada, atacasse o concorrente ao apontar um erro de digitação num título publicado na edição paulista da Folha Dirigida. Depois de dissertar sobre como alunos despreparados chegam às universidades, “de onde acabam saindo profissionais incapazes”, vem o ponto fundamental do texto:

“E na imprensa? Cada vez encontramos mais textos sem estrutura, péssimo nível gramatical, cultural e até falta de atenção. Com isto, absurdos como o acontecido na última semana, quando um semanário estampou em sua primeira página a palavra “níveus” em vez de “níveis”, serão cada vez mais freqüentes!”

Independentemente da aparente nobreza desse artigo, a questão real que fica é o que um erro de digitação e a tal “falta de atenção” tem a ver com a situação da educação no país? Erros acontecem diariamente, em todos os jornais. Veja o belo exemplo da Folha de S.Paulo, que publica a seção Erramos (leia texto que já publiquei neste blog sobre o assunto, clicando aqui). E o descuido que o tal editorial menciona, foi uma evidente troca de letras: o “i” e o “o” estão lado a lado no teclado. Qual o sentido de tudo isso? Inveja? Incômodo? Sei lá…

Como não há sentido prático, por si só, esse editorial já seria hilário. Porém, o resultado ficou ainda mais engraçado quando o editor, ao tentar finalizar seu texto de maneira pungente, escorrega em sua própria falta de atenção ao perguntar no último parágrafo: “O que será de uma nação sem a eucação?” É isso mesmo! O autor esqueceu de digitar o “d” da palavra educação!
Quanta empáfia para um desfecho tão ridículo!

E olha que não é só isso. No próximo texto comento um erro grosseiro nesta mesma edição no JCE. E é num título de uma manchete…

;^)

(Continua em Cadê o hífen?)

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Entry filed under: Imprensa.

Cadê o hífen? Os quatro renascentistas

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